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Histórias de viagens ilustradas com fotografias

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Fotografia estenopeica


Sábado foi dia de me deslocar a Alcobaça para um workshop de fotografia estenopeica, usualmente chamada de pinhole.
Dia de muita chuva ao longo dos cento e trinta quilómetros do percurso e eu a chegar já atrasado. Exceptuando a hora de almoço, o restante tempo foi passado dentro das instalações da Caixa Agrícola, até à hora da saída, em que já era de noite.
Não vi portanto nada da cidade. Uma boa razão para lá voltar um dia com a máquina fotográfica.

Passando a parte teórica, metemos mãos à obra. A minha caixa de sapatos não era uma caixa de sapatos, era uma caixa da loja dos chineses.



Parte das ferramentas do fotógrafo estenopeico estão na imagem seguinte. Com isto e algum trabalho, a caixa ficou com o aspecto que as fotos mostram.


O spot fotográfico que tinhamos à disposição era este: o quarto andar do edifício da Caixa Agrícola.
Num dia de vento não se podia ir fotografar para a rua com caixas de cartão, caso contrário, lá iam as máquinas fotográficas pelos ares.



O alvo a fotografar era este.


E o resultado foi este.



A primeira imagem é o resultado final conforme saiu da caixa, e a segunda é a mesma imagem depois de alguns retoques informáticos.
Neste processo o papel fotográfico sai como negativo e além disso invertido vertical e horizontalmente.


Nesta primeira experiência o resultado não foi mau de todo, apesar de ter sido tudo feito "a olho".
Preciso de arranjar um cronómetro, porque os tempos de exposição são da ordem dos vários segundos, ou mesmo minutos, e um fotómetro (uma app para telemóvel deve ser suficiente).
Num futuro que espero não seja muito longínquo, quero fazer uma caixa de madeira, como este exemplar do nosso formador José Luís Diniz.
Não exactamente assim, porque esta é para negativos de grande formato e eu vou-me ficar pelo papel fotográfico.

Para finalizar, os meus agradecimentos à Cx17.35, organizadores do evento, e ao formador José Luís Diniz.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Águeda, a terra dos chapéus de chuva


Águeda é terra de boa gente. Almoçámos num restaurante tipo tasca. Da meia dose que serviram, uma parte ainda ficou na travessa, e no entanto quando a serviram disseram "se quiserem mais um bocadinho peçam". Recomendo, portanto.

A única coisa que estava mal é que a casa tinha um toldo onde se lia "Cafés Palmeira" que foi na verdade o que me levou a entrar, mas chegando à hora do descafeinado, o respectivo pacote de açúcar que o acompanhava era daqueles de supermercado. Uma desilusão.

A visita já estava planeada. As férias foram na Galiza e estava previsto no regresso fazer um pequeno desvio para visitar a terra dos chapéus de chuva.
É uma visita engraçada e divertida. São apenas meia dúzia de ruas no centro da cidade mas vale a pena.


As restantes fotos estão no Google Fotos: https://photos.app.goo.gl/z5PzeRD2tjsEnnJs6


segunda-feira, 9 de abril de 2018

À vela no Tejo


Há uma figura típica do imaginãrio de todos os portugueses. A do indivíduo que tem uma prima que é cunhada da florista, que tem uma irmã que é amiga de uma senhora que mora no mesmo prédio,  aquela que está sempre à janela e que tem um piriquito, estão ao ver? (*)

No fundo, talvez a realidade não fique muito atrás da ficção. Neste caso concreto, através de uma longa cadeia de conhecimentos, acabei fazendo um passeio de barco no Rio Tejo, com um grupo de pessoas que desconhecia.


Nunca tinha andado num barco à vela. Foi a primeira vez. E não me passava pela cabeça que aquilo se inclinasse tanto. Para mim foi uma surpresa.
Não passámos o Cabo das Tormentas, nem o Bojador, nem sequer o Bugio. Mas foi muito interessante, e muito giro.
Acho que fiquei cliente. Quando tiver possibilidade espero fazer outro passeio novamente.


Mais fotografias do passeio podem ser vistas no Google Fotos, neste link:


(*) De "Conversas sobre o amor", mini peça de teatro.
Sei que os plágios estão na moda, mas desengane-se quem pensar fazer deste caso mais um caso.
Alegado plagiador e suposto plagiado são uma e a mesma pessoa.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Canon EF-S 18-135mm


Não foi uma boa estreia. Correu quase tudo mal.
Comprei há uns dias uma objectiva nova e a vontade de a experimentar era muita. Há quase dois anos que não tiro fotografias.
A objectiva que vinha de origem com a máquina avariou-se, e em seu lugar comprei uma de 50mm fixa. Não é a mesma coisa. Por muito boa que seja em algumas situações, para fotografia geral tira até a vontade de fotografar.


Com tanta vontade de fotografar, qualquer pretexto serve. Ouvi dizer que havia um barco encalhado perto do farol do Bugio, e lá fui eu.
A altura escolhida foi muito má. O tempo estava péssimo. Chuva intensa, vento ainda mais intenso e mesmo de frente para mim, visibilidade fraca, em redor tudo era cinzento.
Não podia estar ali com a máquina muito tempo, naquelas condições. Alguns cliques e pronto, acabou-se a sessão fotográfica.
Tinha comigo a lente de 300mm mas era impensável estar a abrir a máquina no meio daquele temporal para trocar as objectivas.
Assim, só me resta esperar que venha um dia de sol, para fotografar mais.


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Parque das Conchas


Chama-se Jardim da Quinta das Conchas e dos Lilases, mas os amigos chamam-lhe apenas Parque das Conchas.
É a minha sala de aula de língua russa.


Numa das últimas aulas fui mais cedo e andei por ali a tirar fotografias, as primeiras que tirei com o telemóvel novo.
Fiquei satisfeito com o resultado final, embora claro, não substitua a máquina fotográfica.


Falta-me agora com mais calma experimentar as diversas opções da câmara. Estas fotos foram tiradas com as definições que vinhan de fabrica.


Falta dizer que em casa, num programa de tratamento de imagem mexi um bocadinho, nada de especial. Apenas tirar o escuro das zonas escuras e o claro das zonas claras.